Entre os crimes apurados estão ainda peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa
Legenda: Ao todo, 25 policiais civis cumprem os mandados de busca e apreensão
Foto: Divulgação/PCCE
Pelo menos sete mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos na manhã desta quinta-feira (22) em Campos Sales e Salitre, na Região dos Inhamuns, onde a Polícia Civil do Ceará (PCCE) apura um suposto esquema de "rachadinha" nesta última cidade.
A Operação Dimidium, que em latim significa metade, investiga crimes de peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa em um "possível" desvio de salários de "pessoas contratadas na Prefeitura Municipal de Salitre", informou em nota a Polícia Civil.
Os alvos da ação ainda não tiveram a identificação revelada. No entanto, a PCCE disse que iniciou a investigação ainda fevereiro deste ano após o vazamento de um áudio em que o irmão do atual prefeito "explana como organizou a suposta prática criminosa". À época, ele era diretor do Departamento de Pessoal e foi exonerado.
Legenda: Operação teve início ainda nas primeiras horas desta quinta-feira (22)
Foto: Divulgação/PCCE
"No total, 25 policiais civis participam da ofensiva policial, que é coordenada pelo Núcleo de Repressão à Lavagem de Dinheiro e Combate à Corrupção (NRLD), vinculado ao Departamento de Recuperação de Ativos (DRA)", complementou.
A prefeitura de Salite informou, em nota de esclarecimento, que o atual prefeito não é alvo de nenhuma investigação, e que a gestão atual vem trabalhando no firme cumprimento de deveres legais e promovendo uma administração pautada na probidade e transparência.
Por meio do Secretário de Administração, Finanças e Governo, o município informou ter "havido plena colaboração dos servidores em fornecer os documentos requeridos pela autoridade policial, uma vez que inexiste por parte desta Administração o intuito de omitir quaisquer fatos ou informações constantes de nossos setores".
Outras informações com os desdobramentos da Operação Dimidium serão divulgadas ao longo do dia pela PCCE.
O avanço no processo de imunização é fundamental para o controle a longo prazo da pandemia, relata especialista
Legenda: Segunda onda de casos foi pior do que a primeira, gerando mais infecções e mortes.
Foto: Thiago Gadelha
Apesar de registrar reduçãode 80% dos óbitos por covid-19 no último mês, o Ceará jásoma 2.104 mortes a mais da doença em 2021 do que em 2020. Até esta sexta-feira (16), foram registrados 12.648 falecimentos decorrentes da Sars-Cov-2 nesse ano. O número foi de 10.544 no ano anterior. As informações são do IntegraSUS, portal de transparência da Secretaria da Saúde (Sesa).
Além disso, as infecções confirmadas pelo coronavírus no Estado também aumentaram no período, passando de 353.325 em 2020 para 554.157 em 2021, um acréscimo equivalente a 56,83%. A situação foi semelhante em Fortaleza, onde os casos foram de 89.157 no ano passado para 163.185 nesse ano (83,03%).
A capital teve ainda a ampliação do número de falecimentos: 4.453 aconteceram em 2020 e 4.921 em 2021. No entanto, desde a semana epidemiológica 19 - entre 9 a 15 de maio desse ano -, tanto Fortaleza quanto o Ceará apresentaram declínio da curva pandêmica.
Segundo a epidemiologista, pesquisadora e professora da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Thereza Magalhães, vários fatores estão associados ao aumento de casos e óbitos nesse ano em comparação ao ano anterior.
“A segunda onda foi maior do que a primeira e o pico dela foi esse ano. [Além disso], os casos da segunda onda se espalharam mais, [principalmente] no interior e lá a estrutura é mais precária. As pessoas talvez tenham circulado mais esse ano também, e o pico da curva do interior e da capital foi muito próximo, gerando maior fila por UTI”, detalha.
Quando se tem uma pandemia, o efeito dos casos nos outros lugares também repercute no nosso lugar, pois não vivemos isolados no mundo. Na segunda onda, a doença já tinha se espalhado e o efeito de controle pela vacina ainda era muito pequeno, porque o percentual de vacinados ainda era muito baixo”
THEREZA MAGALHÃES
Epidemiologista e professora da Uece
PROPORCIONALIDADE DE CASOS E ÓBITOS
Nesta conjuntura, a infectologista do Hospital São José (HSJ), Melissa Medeiros, reitera que, de fato, houve mais mortes esse ano devido à proporcionalidade de casos. “Foi proporcional porque o número de casos, realmente, ultrapassou e muito esse ano, quase mais que o dobro, então, em número absoluto, o número de mortes seria maior”.
A médica relata também que essa segunda onda refletiu um padrão já visto em outras pandemias, como a da influenza, onde o segundo pico foi maior do que o primeiro. “Possivelmente pela adaptação do vírus, a gente viu que as variantes tinham uma taxa de transmissibilidade muito maior”.
“Uma diferença na evolução da doença, na primeira onda a gente sabia que, em torno de oito a dez dias, você tinha o período inflamatório e nessa segunda a gente percebeu que ele se arrastava um pouco, às vezes no 12º ao 14º dia a gente via uma evolução para complicação”, continua Medeiros.
VACINÔMETRO NO CEARÁ | COVID-19
OS CUIDADOS SÃO NECESSÁRIOS
Além disso, a epidemiologista Thereza Magalhães destaca que, com o controle após a primeira onda, a população relaxou mais nos cuidados de prevenção viral. “Várias pessoas tiveram a sensação de que o problema estava resolvido e juntando isso com a presença de variantes, teve-se o cenário ideal para mais casos e óbitos”.
Conforme destaca, a sociedade tinha ainda a falsa ideia de que “a Covid-19 seria uma doença que mataria os idosos, [assim] aumentou o número de mortes em pessoas mais jovens”, mudando o cenário visto até então na primeira onda.
Neste sentido, a professora da Uece considera que o Estado deve continuar investindo para alcançar um maior percentual de vacinados do que de suscetíveis, visto que a possibilidade do surgimento de novas variantes, ainda mais agressivas, podem ocasionar uma terceira onda pandêmica, mesmo que mais amena.
“Continuar seguindo as medidas de proteção viral tem importância fundamental, faremos isso ainda por um bom tempo, vacinados ou não, porque vacinação e pandemia têm efeitos coletivos, então essas medidas continuarão nos acompanhando”, esclarece.
CAMPANHA DE VACINAÇÃO
Até quarta-feira (14), de acordo com a Secretaria da Saúde, o Ceará aplicou 4.992.922 doses dos imunizantes contra a covid-19. Destes, 3.602.679 foram destinados à D1, 1.253.007 à D2 e 137.236 à dose única. Em Fortaleza, até quinta-feira (15), 1.296.642 vacinas foram aplicadas na primeira dose, 431.890 na segunda e 25.672 na dose única. Os dados são da Prefeitura Municipal.
COVID-19 NO CEARÁ
Segundo o IntegraSUS, o Estado conta com 907.496 casos confirmados de Sars-Cov-2 e 23.192 óbitos até sexta-feira (16). As cidades com maiores incidências por 100 mil habitantes são Moraújo (21.996,8), Frecheirinha (20.977,8), Itaicaba (18.934,5), Acarape (18.675,1), Eusébio (17.949,2), Quixeré (17.481,6) e Redenção (17.340,7).
Raimundo Diogo Siqueira Neto, uma das vítimas da ação policial na cidade de Hidrolândia, na última sexta, (09), contou que por pouco o disparo não atingiu suas costas em um ponto específico da medula, o que poderia deixá-lo até paraplégico. Ele questionou a falta de preparo dos envolvidos em entrevista à Rádio O POVO/CBN, na manhã desta segunda-feira, 12. No momento, o cearense está com quadro estável de saúde, mas ainda hospitalizado.
Os disparos efetuados atingiram Diogo nas costas e no joelho. "Quando aconteceu o fato mesmo, nos deparamos com policiais, os tiros já estavam sendo efetuados. Não houve abordagem nenhuma: os faróis e a sirene estavam desligados. Quando percebi, já tínhamos passado por eles, e eles estavam alvejando o carro", relembra. "Foi questão de segundos. Parecia que eles já estavam esperando a gente. Não houve abordagem."
Diogo conta ainda que os policiais estavam afastados, e que ele e outras duas pessoas - dentre elas, uma criança de 10 anos - estavam brincando com bombinhas rasga lata em uma praça da Cidade. "Quando fomos ver que era a Polícia, consegui ainda olhar, pois estava no banco de trás. Eu já estava baleado quando consegui olhar. A criança já estava do meu lado, caída, gritando 'Eu tô ferido, eu tô ferido'".
Ele relembra que chegou a pedir ao amigo para acelerar o carro, como tentativa de fuga dos disparos. "Os dois [policiais] estavam do lado de fora, com a porta aberta, só atirando. Foi fração de segundos mesmo", relembra. "Quando esse meu amigo acelerou o carro, paramos em uma esquina. A gente saiu do carro, falamos ainda com o motorista, o olho dele estava estourado", relembra Diogo, que percorreu com o carro junto com as outras duas vítimas até uma avenida próxima da região.
"Quando eles chegaram perto da gente, já no final de uma padaria, foi onde abaixei o vidro do carro e pedi, com a mão, para eles não atirarem. Para não acontecer mais nada: não estávamos armados, não estávamos fazendo nada."
Conforme Diogo, os policiais só perceberam o que fizeram quando os dois homens conseguiram sair do carro. "Eu dei sinal para eles não atirarem, para não fazerem mais nada. Eu abri a porta e saí caxingando". Em certa hora, Diogo diz que os policiais o trataram com grosseria, chamando-os de "loucos".
Agora, a vítima espera que a justiça seja feita: "O que eles fizeram não foi de preparo policial nenhum". O homem de 22 anos estava estudando, inclusive, para realizar um concurso público na área da segurança. Entretanto, pretende rever sua dedicação após o caso. "Eu estava estudando, mas não sei se é isso mesmo que eu quero mais", lamenta.
Nesta manhã, o Ministério Público do Ceará (MPCE) anunciou a ingressão de um pedido de prisão preventiva dos dois policiais militares envolvidos na ação. A solicitação foi feita à Vara Única da Justiça Militar do Ceará por intermédio da Promotoria de Justiça Militar. No domingo, o governador Camilo Santana (PT) pediu rigor nas investigações.
Um tremor de terra de magnitude 1.5 foi registrado na madrugada desta terça-feira (6) na cidade de Sobral, no interior do Ceará. O fenômeno foi registrado pelas estações sismográficas operadas pelo Laboratório Sismológico (LabSis) da Universidade Federal de Rio Grande do Norte. O tremor foi sentido no distrito de Jordão, ainda em Sobral, e também no município de Alcântaras.
Diversos moradores relataram terem ouvido um estrondo no momento do tremor de terra. O último evento registrado no estado do Ceará ocorreu no último domingo (4), em Santa Quitéria, com tremor de magnitude preliminar 2.0. Todas as informações sobre os eventos que ocorreram no Ceará foram repassadas para a Defesa Civil do estado.
O LabSis da UFRN informou que segue monitorando e divulgando toda atividade sísmica que ocorra no estado do Ceará e também na região Nordeste do país.
Um projeto de R$ 1 bilhão com apoio internacional pretende capacitar produtores rurais e aumentar a segurança alimentar no semiárido do Nordeste. Lançado nesta semana pelo Fundo Internacional para Desenvolvimento Agrícola (Fida), em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério da Economia, o projeto Semeando Resiliência Climática em Comunidades Rurais do Nordeste (PCRP) tem o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável do sertão nordestino e amenizar os efeitos das mudanças climáticas na região. O projeto pretende beneficiar 250 mil famílias (1 milhão de pessoas) em até quatro estados do Nordeste, que ainda serão escolhidos. Ao somar os aportes do Fida, do BNDES e a contrapartida dos governos estaduais, os investimentos podem chegar a US$ 202,5 milhões (cerca de R$ 1 bilhão na cotação atual). As negociações para a captação de recursos foram concluídas nesta semana. Em dezembro, a diretoria-executiva do Fida havia aprovado, por unanimidade, a destinação dos recursos. O projeto financiará ações de manejo sustentável da água e de enfrentamento da seca e das mudanças climáticas. Entre as principais ações, estão a introdução de tecnologias de coleta, armazenamento e reciclagem da água e a adoção de estratégias de diversificação produtiva no sertão. O programa pretende alcançar uma área de 84 mil hectares, restaurando ecossistemas degradados para prestarem serviços na área ambiental. Uma das metas consiste em evitar a emissão de mais de 11 milhões de toneladas de gás carbônico em 20 anos. Iniciativa da Organização das Nações Unidas que destina recursos para projetos de adaptação às mudanças climáticas nos países em desenvolvimento, o Green Climate Fund (GCF) aportará, por meio do Fida, US$ 100 milhões. Desse total, US$ 34,5 milhões entrarão como doação e US$ 65 milhões virão por meio de operações de crédito. Dos recursos nacionais, o BNDES concederá US$ 73 milhões em financiamentos, como entidade executora do GCF. Os US$ 29,5 milhões restantes serão investidos como contrapartida dos estados. Próximos passos Após a aprovação pelo GCF e pelo Fida no fim de 2020, o BNDES, o Ministério da Economia e o fundo internacional concluíram as negociações do contrato de empréstimo na última quarta-feira (30). Os próximos passos são a conclusão dos arranjos de implementação do projeto e sua votação pela Diretoria do BNDES. O Senado precisará aprovar a concessão de garantias da União. A expectativa é que os primeiros financiamentos comecem a ser concedidos em 2022. As discussões começaram em 2018, quando o governo federal indicou o BNDES como potencial parceiro do Fida no financiamento e desenvolvimento de projetos de desenvolvimento rural sustentável. Em 2019, a Secretaria de Assuntos Internacionais do Ministério da Economia e a Comissão de Financiamento Externo da pasta deram aval à operação. Com a missão específica de combate à fome e à pobreza rural, o Fida recebe apoio do governo brasileiro há mais de 40 anos. A instituição financeira internacional está baseada em Roma, onde fica o Fundo de Agricultura e de Alimentos das Nações Unidas. (*) Com informações Agência Brasil https://cearaagora.com.br/bndes-e-fundo-internacional-lancam-projeto-de-r-1-bi-para-semiarido-nordestino-objetivo-e-promover-o-desenvolvimento-sustentavel/
A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) informou não ter distribuído vacinas contra a Covid fora da validade no Estado. Levantamento do jornal Folha de São Paulo divulgado nesta sexta-feira (2) revela que cerca de 26 mil doses de lotes com prazo de validade expirados da AstraZeneca teriam sido aplicadas em 1.532 municípios brasileiros, sendo 60 no Ceará.
Segundo o levantamento, feito com base em dados do Ministério da Saúde, pelo menos 710 pessoas no Ceará foram vacinados contra a Covid-19 com doses vencidasda AstraZeneca.
"A Sesa recebeu dois lotes de imunizantes contra a Covid-19 que estão citados na matéria da Folha de São Paulo. Desde que recebeu as primeiras doses, no dia 18 de janeiro de 2021, o Ceará tem distribuído os imunizantes a todos os 184 municípios com logística desenvolvida pelo Estado por meio de aviões, helicópteros e caminhões", diz a pasta.
"A Sesa controla o envio das vacinas até sair do Central de Armazenamento e Distribuição (Ceadim) do Estado e orienta os municípios sobre a validade das vacinas", explica.
A cidade no Estado que mais aplicou doses vencidas, ainda conforme a Folha de São Paulo, foi Potengi, 173 no total. Em seguida vem Fortaleza, com 63 doses aplicadas e Guaraciaba do Norte, com 59.
Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que nenhuma dose é distribuída vencida e acompanha o prazo de validade rigorosamente. "Conforme pactuado com Conass e Conasems, as doses entregues para as Centrais Estaduais devem ser imediatamente enviadas aos municípios pelas gestões estaduais. Cabe aos gestores locais do SUS o armazenamento correto, acompanhamento da validade dos frascos e aplicação das doses, seguindo à risca as orientações do Ministério".
A Pasta afirma ainda que "segundo a orientação do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO), caso alguma vacina seja administrada após o vencimento, essa dose não deverá ser considerada válida, sendo recomendado um novo ciclo vacinal, respeitando um intervalo de 28 dias entre as doses. O vacinado deverá ser acompanhado pela Secretaria de Saúde local".
Dr. José Orlando estava internado em um hospital particular de Juazeiro do Norte. Prefeitura de Araripe decretou luto oficial de três dia. O vice-prefeito de Araripe, José Orlando de Albuquerque, morreu aos 69 anos, na madrugada de sexta-feira (25), em decorrência de complicações da Covid-19. Dr. José Orlando, como era conhecido na cidade do interior do Ceará, estava internado em um hospital particular na cidade de Juazeiro do Norte. A Prefeitura de Araripe divulgou uma nota de pesar pela morte do vice-prefeito e decretou luto oficial de três dias no município. "A Prefeitura Municipal de Araripe, em nome do Prefeito, Cícero de Deus e de todos os servidores municipais, se solidariza com a família e amigos e manifesta o mais profundo pesar pelo falecimento do Excelentíssimo Sr. Dr. José Orlando de Albuquerque, Vice-Prefeito do Município de Araripe, que aos 69 anos de idade, em decorrência de complicações da Covid-19, ocorrido na noite desta madrugada de sexta-feira, dia 25/06/2021, no Hospital da Unimed Juazeiro do Norte-CE", diz um trecho na nota. Além de político, o vice-prefeito Dr. José Orlando era médico ginecologista e obstetra. Ele deixa a esposa e quatro filhos. Por G1 CE https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2021/06/26/vice-prefeito-de-araripe-no-ceara-morre-aos-69-anos-em-decorrencia-de-complicacoes-da-covid-19.ghtml